Uma Análise Socioeconômica das Mulheres da Praça da Bandeira

Artigo publicado na Revista Conexões Psi, v. 2, n. 1, Janeiro/Junho de 2014

Jente Minne
Mestre em Microfinanças (Solvay Brussels School of Economics and Management, Bélgica

Danielle de Araujo
Especialista em Gênero, Sexualidade e Direitos Humanos (ENSP/Fiocruz)
Presidente da Gerando Vida
Advogada

Rachel Shimba Carneiro
Doutora em Psicologia Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Mestre em Psicologia Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Professora do curso de Psicologia do Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM)

Maud Chalamet
Administradora pela Universidade Ceram Shopia Antipolis, França
Diretora Executiva da PlaNet Finance Brasil

Maria Angélica Gabriel
Mestre em Psicologia pela Universidade Gama Filho (UGF)
Professora e Coordenadora do curso de Psicologia no Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM)

Angela Teixeira
Mestre em Psicologia Social pela Universidade Gama Filho (UGF)

 

RESUMO

Bebel é um projeto implementado pela PlaNet Finance Brasil e a ONG Gerando Vida em parceria com a Comissão Europeia, a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro e a UNISUAM, com o objetivo de possibilitar igualdade de oportunidades no que tange ao oferecimento de novas oportunidades profissionais e melhores condições de vida para uma população composta de mulheres, morando num espaço profundamente segregado e estigmatizado pelas atividades de prostituição, na Praça da Bandeira, Zona Norte do Município do Rio de Janeiro. Foi realizada uma pesquisa quantitativa com o objetivo de verificar a situação socioeconômica de 200 mulheres, sendo que 75 são Trabalhadoras de Sexo na Praça da Bandeira. Do levantamento, pode-se verificar que a situação socioeconômica do público-alvo é precária e os problemas se situam em vários níveis, tais como: educação, renda, acesso aos serviços públicos, suporte social etc. Entretanto, é importante ressaltar que tais mulheres têm interesse em continuar a estudar ou em abrir seu próprio negócio. Essa motivação é ainda maior entre as Trabalhadoras de Sexo (TS) do que entre as Trabalhadoras Convencionais (TC). Além disso, foi constatado que muitas mulheres já fizeram algum curso profissionalizante, mas não trabalham na área. Os dados coletados no presente estudo pretendem fomentar os debates públicos para a implantação de políticas públicas adequadas e efetivas, assim como a implantação de suporte psicossocial para as mulheres da Praça da Bandeira com o objetivo de desenvolver uma atividade econômica na área do microempreendedorismo e cursos de profissionalização.

Palavras-chave: Direitos humanos; Levantamento socioeconômico; Mulheres; Prostituição; Psicologia.